Saudações Companheiros!

A luta deles é para segregar, a nossa luta é para unificar. Nossa luta não é a luta do contrapoder: é a luta do antipoder. John Holloway

sábado, 30 de abril de 2011

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Coletivo Florescer da Luta esclarece

Direito de Resposta



O Coletivo Florescer da Luta vem a público, esclarecer que é um movimento social que não está para segregar o movimento estudantil da UEVA, como fomos indevidamente acusados pela atual gestão do DCE, e sim estamos para INFORMAR aos alunos sobre toda sujeira debaixo do tapete do Movimento Estudantil sugerido pela atual gestão do DCE e não só para isso, como também para lutar e discutir os problemas sociais que afetam a todos nós.
Primeiramente precisamos esclarecer que o Coletivo Florescer da Luta é de vários alunos de diversos cursos que opinaram para agir a partir da inoperância da atual gestão do DCE. A mesma tem ligações partidárias que impedem o M.E de agir independente do governo. A UNE não foge a regra!Quando falamos que a UNE recebeu trinta milhões do Governo Federal, isso foi apenas uma forma de deixarmos os estudantes bem informados, e apenas uma das formas de exemplificar o cala boca que o governo dá na UNE!
Entendemos a intenção de um dos membros do DCE de falar que tiveram pessoas que morreram na época da ditadura e que eram da UNE e também do PCdoB, porém é contraditório que hoje pessoas que são da direção majoritária da UNE, que são da UJS e do PCdoB andarem de braços dados com esse governo federal que não abre os arquivos da ditadura militar, e que anda de braços dados com o atual sistema capitalista e neoliberal, que privatizam a educação. Falaram também que eles lutam, mais que lutas são essas que eles não dissociam desse governo? Tanto Federal como Estadual?
E mais, quanto vale uma vida? O governo nos deve dinheiro por vidas perdidas na ditadura? O membro do DCE que levantou essa questão e a respondeu por si só: VALE DINHEIRO! Pois o governo paga em dinheiro pra UNE hoje , a vida daqueles que morreram ontem! Porque se pode aplaudir a UNE pelos feitos da época da ditadura militar, e não se pode levantar o que a UNE é hoje? Portanto nossa intenção não é segregar e sim afunilar a luta como estamos fazendo desde dois mil e dez, e que questões que são levantadas como as da UNE, sejam discutidas, não estamos num país democrático? 
Alunos, antes de engolir qualquer coisa que é dita, e antes de aplaudir qualquer retórica meramente politiqueira e subversiva, o Coletivo Florescer da luta da a dica: PESQUISEM! Busquem em blogs, sites, e etc... A UNE NOS FOI EXEMPLO NO PASSADO! HOJE ESTÃO AO LADO DOS ATUAIS DITADORES E REPRESSORES DO MOVIMENTO ESTUDANTIL E SÓ VÃO AS RUAS PARA BRIGAR POR VERBAS E MAIS VERBAS, QUE ESTUDANTE NENHUM AQUI DA UEVA SE UTILIZA DELAS!



Trecho do Texto: 1º de Maio hoje significa lutar pela retomada da organização autônoma dos trabalhadores‏.

Celebrar 1º de Maio hoje significa lutar pela retomada da organização autônoma dos trabalhadores.
De Waldemar Rossi
Metalúrgico aposentado e coordenador da Pastoral Operária da Arquidiocese de São Paulo.

"O que é, então, celebrar o 1º de Maio, hoje, 125 anos depois dos acontecimentos de Chicago? É retomar a organização autônoma dos trabalhadores, a começar pelos locais de trabalho (fábricas, comércio, hospitais, escolas, unidades públicas e também nas comunidades), para reforçar os sindicatos que continuam comprometidos com os trabalhadores; é fazer novas experiências de organização e de lutas visando a construção de um outro instrumento de lutas, que não repita os desvios ideológicos como vem acontecendo nos últimos 20 anos; é entrar nas lutas em defesa dos nossos direitos, pelas 40 horas semanais, contra as reformas que visam eliminar direitos conquistados e que estão circulando no Congresso Nacional, entre tantas outras importantes.

Participe dos atos em memória dos nossos mártires! É urgente somar forças com os setores do movimento sindical e popular que ainda resistem aos ataques do capital e renovar o compromisso de lutar em defesa dos nossos direitos".





segunda-feira, 25 de abril de 2011

Relatório comprova aumento da repressão a ativistas no Brasil. 11/04/2011

 Dossiê comprova aumento da repressão a ativistas no Brasil



Da redação(Caros amigos)
Um relatório lançado em abril pelo PAD - Processo de Articulação e Diálogo - apresenta casos graves de violação de direitos e confirma o aumento da violência contra organizações da sociedade civil e movimentos sociais.
O relatório revela que opositores à construção da hidrelétrica de Belo Monte enfrentam ameaças e acusações há mais de duas décadas e que alguns sucumbiram diante da violência e abusos. Mostra ainda que pelo menos um milhão de pessoas sofrem por causa da construção de barragens, sem compensação real pelas perdas.


O dossiê indica também mecanismos que o Estado brasileiro cria para criminalizar organizações populares e destaca que dezenas de camponesas sofrem ainda por causa de manifestação contra o avanço do deserto verde e pela soberania alimentar no sul do país. Traz casos como de grampos telefônicos, apreensão ilegal de documentos e infiltração visando incriminar militantes do MST e também denuncia a violência contra os povos indígenas, especialmente aos Guarani-Kaiowá, sem terras demarcadas no Mato Grosso do Sul

O dossiê intitulado “A repressão aos defensores de direitos humanos e movimentos sociais no Brasil” foi entregue à ministra de Direitos Humanos Maria do Rosário, na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal, e divulgado simultaneamente no Brasil e Europa. A delegação que está denunciando os abusos é formada por lideranças camponesas, indígenas, sem-terra e atingidos por barragens que pertencem a entidades que compõem o PAD.


http://www.mst.org.br/sites/default/files/PAD%20-%20dossi%C3%AA%20sobre%20repress%C3%A3o%20aos%20movimentos%20sociais.pdf

terça-feira, 19 de abril de 2011

O ABC DA CORRUPÇÃO NOS MUNICÍPIOS:

Sinais Exteriores de Riqueza


Sinais exteriores de riqueza são as evidências mais fáceis de serem percebidas e as que deixam mais claro que algo de errado ocorre na administração pública. São perceptíveis quando o grupo de amigos e parentes das autoridades municipais exibe bens de alto valor, adquiridos de uma hora para a outra, como carros e imóveis, e também na ostentação por meio de gastos pessoais incompatíveis com suas rendas, como viagens, festas, patrocínios, dentre outras coisas. Alguns passam a ter uma vida social intensa, freqüentando locais de lazer que antes não freqüentavam, como bares e restaurantes, onde realizam grandes despesas. Os corruptos assumem feições diversas. Há o do tipo grosseiro e despudorado, que se compraz em fazer demonstrações ostensivas de poder e riqueza, exibindo publicamente acesso a recursos extravagantes. Geralmente, não se preocupa em ser discreto, pois necessita alardear o seu sucesso econômico e sua nova condição, mesmo quando os que estão à sua volta possam perceber que o dinheiro exibido não tem procedência legítima.
Com esse tipo de corrupto, a apropriação de recursos públicos é associada a um desejo incontrolável de ascender socialmente e de exibir essa ascensão. Como não encontra maneiras de enriquecer honestamente, recorre a atos ilícitos. Já o fraudador discreto tem formas de agir que tornam mais difícil a descoberta do ilícito. O dinheiro é subtraído discretamente, por meio de esquemas bem articulados com os fornecedores, o que torna a sua descoberta mais difícil.
O resultado dos golpes é aplicado longe do domicílio. Em geral, utilizam-se de “laranjas” (pessoas que, voluntária ou involuntariamente, emprestam suas identidades para encobrir os autores das fraudes), adquirem bens móveis ou semoventes: dólar, ouro, papéis do mercado de capitais, gado, commodities etc. Entretanto, mesmo quando a corrupção é bem planejada, deixa vestígios. Às vezes, os que se sentem traídos na partilha acabam por denunciar o esquema. Além disso, a necessidade de manter os atos ilegais ocultos torna difícil para o próprio corrupto, e até mesmo para os seus familiares usufruírem da riqueza. Quando essa situação não gera um conflito entre os participantes da quadrilha, os comparsas acabam por ficar com a maior parte dos bens adquiridos. Os corruptos ficam normalmente à mercê daqueles que operam o sistema, o caixa da quadrilha, e os laranjas.

Fonte: Camocim Online, retirado do texto: O Combate à Corrupção nas Prefeituras Brasileiras

domingo, 17 de abril de 2011

Concepções sobre: OS MOVIMENTOS SOCIAIS E A ORGANIZAÇÃO POPULAR.

Federação anarquista do Rio de Janeiro

É o próprio povo, são os famintos,
são os deserdados os que têm de abolir a miséria.
Ricardo Flores Magón

Organizar as forças do povo para realizar tal revolução [social],
é o único fim daqueles que desejam sinceramente a liberdade.
Mikhail Bakunin
                                                                                                                         
Favorecer as organizações populares de todos os tipos é a conseqüência
lógica de nossas idéias fundamentais e, assim, deveria
fazer parte integrante de nosso programa.
Errico Malatesta

“É verdade que há [no povo] uma grande força elementar, uma força sem dúvida nenhuma superior à do governo, e à das classes dirigentes tomadas em conjunto; mas sem organização uma força elementar não é uma força real. É nesta incontestável vantagem da força organizada sobre a força elementar do povo que se baseia a força do Estado. Por isso, o problema não é saber se eles [o povo] se podem sublevar, mas se são capazes de construir uma organização que lhes dê os meios de chegar a um fim vitorioso – não por uma vitória fortuita, mas por um triunfo prolongado e derradeiro.”[Mikhail Bakunin. “Necessidades da Organização”. In: Conceito de Liberdade, p. 136.]

“Pela associação, eles [os trabalhadores] instruem-se, informam-se mutuamente, e põem fim, por seus próprios esforços, a essa fatal ignorância que é uma das principais causas de sua escravidão. Pela associação, eles aprendem a ajudar-se, conhecer-se, apoiar-se um no outro, e acabarão por criar uma força mais formidável do que aquela de todos os capitalistas burgueses e de todos os poderes políticos reunidos.”[Ibidem. p. 90.]

“Por meio das organizações fundadas para a defesa de seus interesses, os trabalhadores adquirem a consciência da opressão em que se encontram e do antagonismo que os divide dos patrões [ou da classe dominante] começam a desejar uma vida melhor, habituam-se à luta coletiva e à solidariedade e podem chegar a conquistar aquelas melhorias que são compatíveis com a persistência do regime capitalista e estatal.”[Errico Malatesta. “Los Anarquistas y los Movimientos Obreros”.In: Vernon Richards. Op. Cit. p. 111.]

“Toda essa gente deve ser afastada do movimento social, pois não defendem os interesses do movimento social, mas seus próprios interesses. O movimento social não precisa de chefes, de dirigentes ou de gente que queira usá-lo. O movimento social precisa de gente que queira apoiá-lo e lutar junto com ele, mas não lutar por ele, no seu lugar. Lugar que é legitimado pela necessidade de sobrevivência e pela dignidade que possuem as causas que promovem a verdadeira solidariedade.”[Universidade Popular. Capitalismo, Anticapitalismo e Organização Popular. Rio de Janeiro: UP/MTD-RJ (no prelo)].

“[...] vós todos que possuís conhecimentos, talentos, se tendes coração, vinde, pois, vós e vossos companheiros, colocá-los a serviço daqueles que mais precisam. E sabei que se vierdes, não como senhores, mas como camaradas de luta; não para governar, mas para inspirar-vos em um novo meio; menos para ensinar do que para conceber as aspirações das massas, adivinhá-las e formulá-las, e depois trabalhar, sem descanso, continuamente, [...] para fazê-los entrar na vida – sabei que então, mas só então, vivereis uma vida completa.”[Piotr Kropotkin. “Aos Jovens”. In: Palavras de um Revoltado, p. 67.]

“em reação constante contra o meio atual, nada espera dos homens, das potências ou das forças exteriores a ele, mas [...] cria suas próprias condições de luta e retira de si mesmo seus meios de ação. [...] Portanto, a ação direta é a clara e pura concreção do espírito de revolta: materializa a luta de classes que ela faz passar do campo da teoria e da abstração ao campo da prática e da realização. Em conseqüência, a ação direta é a luta de classes vivida no dia-a-dia, é o assalto permanente contra o capitalismo.”[Emile Pouget. L’Action Directe.]

“afirmamos que a política, no sentido que a defendemos, não tem sentido partidário, mas sim sentido de gestão daquilo que é público, de todos. A política que é feita pelo povo, devidamente organizado, decidindo efetivamente sobre tudo o que lhe diz respeito. A política que defendemos é aquela que se coloca hoje como uma luta dos trabalhadores, organizada de baixo para cima, contra a exploração e a opressão de que somos vítimas. É nas mobilizações sociais que enxergamos alguma perspectiva de mudança política significativa na sociedade.”[FARJ. “A Política não é para os Políticos”. In: Libera 136. Rio de Janeiro, 2006.]

“no sentido que quer substituir uma sociedade fundada na iniqüidade, na exploração da imensa maioria dos homens por uma minoria opressiva, no privilégio, no ócio, e em uma autoridade protetora de todas essas belas coisas, por uma sociedade fundada nessa justiça igual para todos e na liberdade de todos. [...] Quer, em resumo, uma organização econômica, política e social, na qual todo ser humano, sem prejuízos para suas particularidades naturais e individuais, encontra uma igual possibilidade de desenvolver-se, instruir-se, pensar, trabalhar, agir e desfrutar a vida como homem.”[Mikhail Bakunin. A Dupla Greve de Genebra, pp. 92-93.]

“Em certas épocas, que são geralmente as precursoras dos grandes acontecimentos históricos, dos grandes triunfos da humanidade, tudo parece avançar num passo acelerado, tudo respira força: as inteligências, os corações, as vontades, tudo vai em uníssono, tudo parece ir à conquista de novos horizontes. Então, estabelece-se em toda a sociedade, como uma corrente elétrica que une os indivíduos mais afastados num mesmo sentimento e as inteligências mais díspares num mesmo pensamento que imprime a todos a mesma vontade. [...] Mas há outras épocas sombrias, desesperantes, fatais, onde tudo respira a decadência, a prostração e a morte, e que manifestam um verdadeiro eclipse da consciência pública e privada. São os refluxos que segue sempre as grandes catástrofes históricas.”[Idem. “Algumas Condições da Revolução”. In: Conceito de Liberdade, pp. 128-129.]

Este artigo é um trecho de Anarquismo Social e Organização

sábado, 16 de abril de 2011

SOCIEDADE FRAGMENTADA, ESPAÇO SOCIAL FRAGMENTADO: breve discussão

Herculano Candido de Sousa Neto



A sociedade está fragmentada. Essa afirmação encontra guarita nos diversos segmentos da sociedade, exceto, a “classe gestora” que, ao que parece não demonstra sensibilidade diante do “caos” que (des) envolve a sociedade e afeta, sobretudo, os mais pobres que ao longo do processo de construção da sociedade brasileira foram marginalizados devido à “natureza” do modo de produção capitalista “cultivado”, expropriou abusivamente grande parte da população ausentando esta da pauta de intenção do Estado.
A classe pobre brasileira encontra-se neste início de século XXI, portanto, desprovida de recursos suficientes para suprir suas necessidades imediatas como: alimentação, educação, saúde e lazer tendo como alternativa, o contemplamento com as políticas “paternalistas” adotadas pelo Estado. As condições objetivas de trabalhos quando existentes são geralmente precáreas e, insuficientes, para etender uma demanda cada vez mais crescente da população citadina o que contribui para o acúmulo da marginalidade urbana. As populações das cidades (grandes, médias e pequenas) por sua vez, buscam alternativas para sobrevivência no circuito inferior da economia . A marginalização crescente dos jovens conduz estes (os mais pobres) ao encontro da criminalidade sendo geralmente coagidos pela ação violenta imposta pelo narcotráfico, e, a prostituição infantojuvenil, fato que revela o desamparo e o estado mais decadente que o ser humano é submetido quando vítimado por uma sociedade que se inspira na expropriação como norma de convivência.
Nas periferias pobres das cidades, os jovens geralmente são lançados nas condições de busca pela sobrevivencia. São condições impróprias, pois a busca pelo pão substitui a busca pelo saber e o ESTADO, alega não dispor de recursos suficientes para investir em setores estratégicos já supramencionados, os quais não sendo priorizados, testificam da intenção do Estado despota de sustentar as pessoas em uma condição de vida perpetuamente subalterna.

A EVOLUÇÃO, A REVOLUÇÃO E O IDEAL ANARQUISTA. ÉLISÉE RECLUS

Por Custódio Gonçalves da Silva


evolução é movimento infinito de tudo o que existe, a transformação incessante do Universo e de todas as suas partes desde as origens eternas e durante o infinito dos tempos. As vias lácteas que surgem nos espaços sem limites, que se condensam e se dissolvem durante os milhões e os bilhões de séculos, as estrelas, os astros que nascem, que se agregam e morrem, nosso turbilhão solar com seu astro central, seus planetas e suas luas, e, nos limites estreitos de nosso pequeno globo terráqueo, as montanhas que surgem e desaparecem de novo, os oceanos que se formam para em seguida secar, os rios que se vê formar nos vales, depois secar como o orvalho da manhã, as gerações das plantas, dos animais e dos homens que se sucedem, e nossos milhões de vidas imperceptíveis, do homem ao mosquito, tudo isto nada mais é senão um fenômeno da grande evolução, arrastando todas as coisas em seu turbilhão sem fim”. “Em comparação com este fato primordial da evolução e da vida universal, o que são todos estes pequenos acontecimentos denominados revoluções: astronômicas, geológicas ou revoluções políticas? Vibrações quase insensíveis, aparências, poder-se-ia dizer. É por miríades e miríades que as revoluções se sucedem na evolução universal; mas, por mínima que sejam, elas fazem parte deste movimento infinito”.