Saudações Companheiros!
A luta deles é para segregar, a nossa luta é para unificar. Nossa luta não é a luta do contrapoder: é a luta do antipoder. John Holloway
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Preconceito contra nordestinos começa cedo!!! Após falha no Enem, jovens atacam nordestinos em redes sociais
Após a revelação de que um colégio particular de Fortaleza aplicou um simulado com algumas questões idênticas às do Enem, jovens usuários do Twitter passaram a desferir ataques e reclamações contra nordestinos, numa nova onda de ofensas pela internet.
Uma aluna de 17 anos do Colégio Christus reclamou dos comentários. ‘Estamos sofrendo xenofobia, tem gente na internet dizendo que vai jogar uma bomba aqui. Isso não é justo’, disse Beatriz Sucupira, do 3.º ano.
O usuário @GabrielReesende, que se identifica como sendo de Belo Horizonte, escreveu: ‘galerinha que fez o Enem se f****, se fosse eles, soltava uma bomba no Nordeste que matava quem antecipou a prova e todos os nordestinos, kk’. Pouco depois, acrescentou: ‘os alunos do Colégio Christus que quiserem fazer a prova do Enem vão ter que fazer a prova na cadeia, por que eles não ficam por lá?’. E escreveu ‘@_piolitcho’, na quarta-feira: ‘Enem pode ser cancelado, e graças a uma escola do Nordeste. Pqp, nordestinos malditos’. Frank Miglionico
(@frankmiglionico)publicou : ‘Eu ia corrigir a prova do Enem, mas essa p**** podendo ser cancelada por causa de NORDESTINOS, desisti’. Pelo menos mais dois usuários que publicaram ofensas contra nordestinos por causa do Enem 2011 deletaram suas contas no Twitter na manhã desta quinta-feira.
No Facebook, o material do Colégio Christus, de Fortaleza, com questões idênticas às do Enem, já era discutido por estudantes desde sábado. Na quarta-feira, 26, o Ministério da Educação determinou que os mais de 600 alunos do 3º ano desse colégio terão de refazer o Enem nos dias 28 e 29 de novembro, quando a prova também será aplicada a presidiários e internos de unidades socioeducativas. Segundo o ministério, uma investigação garantiu que não houve vazamento da prova, mas a suspeita é de que o colégio tenha tido acesso a questões do pré-teste. O MEC acionou a Polícia Federal para investigar o caso. Já o MPF no Ceará vai recomendar ao MEC que anule o Enem 2011 em todo o País.
O estudante que na noite de terça-feira publicou no Facebook fotos de dois cadernos de prova do Christus foi alvo de vários comentários maldosos. Seu irmão mais velho saiu em defesa dele, em comunicado aberto ao público. Na quarta-feira, o estudante que publicou as fotos apagou sua foto de perfil, e, horas depois, deletou totalmente sua conta no Facebook.
Leia abaixo a íntegra do comunicado do irmão mais velho:
‘Antes de tudo, não sejamos precipitados e esperemos que todos os fatos sejam apurados para incumbirmos quais responsabilidades cada um merece em tal ocorrido. Até lá, não julguemos o Colégio Christus e principalmente seus alunos. É comum que a maioria das pessoas sejam levadas pelo ‘calor da massa’ e sejam apenas ‘Maria vai com as outras’, sem nem pensar direito antes de julgar. Julgar meu irmão, o próprio colégio Christus, os alunos ou seja lá quem mais for. Já ví inúmeros comentários maldosos, ameaças e julgamentos pejorativos a respeito de meu irmão bem como aos alunos do Colégio Christus, que também não possuem culpa alguma. Tenhamos amadurecimento e sensatez. Ao postar as 14 questões, meu irmão tinha simplesmente o intuito de questionar como se acerta 14 questões em 180 dentre um banco de dados de 5 mil questões e só. Apesar de ser como procurar agulha no palheiro e de ser ínfima a possibilidade de achar tais agulhas, a possibilidade ainda assim existe e é concreta. Ele foi apenas um porta-voz de milhares de alunos também bastante curiosos com o ocorrido. Se não fosse ele, teria sido outro. Ademais, não é de direito de ninguém julgar o Christus ou seus alunos como já dito. Isso é dever das autoridades competentes cabendo as mesmas investigarem e ouvirem as devidas partes. Todavia, para que isso chegasse aos olhos e ouvidos do público, mídia e autoridades alguém teria que se manifestar. Só queremos a verdade, só isso. Que ela seja buscada incessavelmente. Temos que exigir mais respeitos aos vestibulandos, eles são estudantes e não palhaços. Estudam o ano inteiro preparando-se para uma prova, trabalham todo seu psicológico para determinada data, para depois o tão esperado exame ser mais uma vez posto em questão e os pobres alunos serem os grandes afetados pela incompetência e irresponsabilidade alheia, jogando-se lama em toda sua preparação.
A meu ver, o fato que mais necessita ser apurado limita-se a banca dos professores do colégio Christus que elaboraram o módulo de revisão e a banca elaboradora da prova do ENEM, imputando penalidades cabíveis que se limitem aos dois investigados (Christus Enem). Será de extrema injustiça e hipocrisia se cancelarem o exame ou que os alunos do Colégio Christus façam outra prova, afinal, todos os alunos estavam de boa-fé e não podem ter seus méritos manchados por causa de uma suposta e ainda não comprovada fraude de seu colégio. Os alunos simplesmente pegaram um material que foi fornecido pela sua instituição de ensino preparatória de vestibular e, como costumeiramente fazem, estudaram por ele. Qualquer outro aluno de qualquer outro colégio faria o mesmo caso também recebesse um material de revisão. Por isso, reafirmo: se estiver que se arcar alguma responsabilidade após comprovada a má-intenção, que esta recaia sob a Instituição Christus e não a seus alunos. Seria ridículo cancelarem a prova. É evidente, sábio e do senso-comum que qualquer decisão justa tem que punir aqueles que estavam de má índole, e não, aos que estavam de boa-fé. Se isto acontecesse, os alunos, únicas vítimas e à parte de todo este imbróglio, seriam os principais prejudicados. A medida mais adequada e cabível seria a anualçao das 14 questões, assim teoricamente ninguém sairiaem vantagem. Entretanto, é óbvio que, caso estas questões tenham vazado entre outras instituições de ensino (o que é bem provável) e isto seja comprovado, ficará evidenciado o vício do exame, tendo o mesmo que ser anulado.
Quem teve disciplina, garra, renúncia, dedicação e determinação durante todo ano, com certeza terá êxito independente destas 14 questões. Apesar da conhecida concorrência do vestibular, em que uma questão pode ser crucial, o principal fator determinante de quem realmente deseja uma aprovação é exatamente enquadrar-se naquela minoria que virou noites a fio de estudo, que renunciou a maioria das festas e saídas aos finais de semana comuns da juventude, que tiveram força de vontade e disciplina. Atitudes como estas independem de estudar no colégio A ou B. A maioria das pessoas que auferem culpa às 14 questões por não terem se dado bem no exame, possivelmente usam isto como escudo para camuflar a incompetência que tiveram. Sejamos sinceros consigo mesmos antes de tudo. Meu próprio irmão, por exemplo, só viu as questões DEPOIS de ter feito o exame e, das quatorze, errou apenas uma. Ou seja, é o velho ditado da vovó: ‘Deus ajuda a quem cedo madruga’.’
Fonte: Caio Hostilio
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Aos movimentos sociais que compõem a Via Campesina Brasil
Assunto URGENTE: organizar Mutirão de coleta de assinaturas contra o Projeto de Lei de Aldo Rebelo sobre o Código Florestal.
Estimados Companheiros e Companheiras, saudações!
São Paulo, 25 de outubro de 2011
Histórico:
Desde que foi instalada uma comissão para “atualizar” o Código Florestal estamos pautando o tema nos espaços da Via Campesina e dos movimentos que constroem a Via. De 2009 pra cá já produzimos uma cartilha, matérias em nossos jornais, atividades de debate e formação, pautamos em nossas jornadas de lutas, sobretudo na marcha em abril e na jornada de agosto. Isso porque em nossa II Plenária Nacional em fevereiro de 2011 afirmamos a defesa do Código como pauta central para a Via, por se tratar não só de uma defesa dos bens da natureza, da produção familiar, camponesa e agroecólogica, mas de uma disputa de modelo agrícola. Não é por acaso que aprovar as mudanças ao Código é uma das mais importantes agendas da bancada ruralista.
Apesar do envolvimento da sociedade civil e dos cientistas nesse debate, se posicionando contra as mudanças, a Câmara dos Deputados aprovou o relatório apresentado por Aldo Rebelo em julho desse ano.
Situação atual:
Nesse momento o Projeto de lei se encontra no Senado e está passando pelas Comissões de Meio ambiente e de Agricultura, antes de ser votado.
Os senadores ruralistas, que felizmente são minoria no Senado, estão fazendo de tudo para apressar a votação. O plano deles é aprovar até final de novembro, para então enviar de volta para a Câmara dos Deputados com poucas alterações. E sendo aprovado, ir ainda esse ano para sanção da Presidenta. Nossa tática é ganhar tempo, fazer Audiências Públicas. Mas não está fácil. Já o governo apresentou uma lista de 13 pontos que segundo eles seriam inegociáveis, e que estão tentando que os senadores governistas coloquem no texto no Senado, para não passarem pelo vexame da Presidenta vetar. Entre os pontos inegociáveis, estariam:
a) impedir a legislação estadual;
b) Impedir a anistia aos desmatadores;
c) Preservar a Reserva Legal na Amazônia e Cerrado, baixando a liberdade atual dos 4 módulos, para um módulo.
Os avanços que já conquistamos por hora, de compromissos, é construir nas mudanças um capítulo somente sobre a AGRICULTURA FAMILAIR, e assim separar no Código o que é agronegócio e o que é agricultura familiar. Isso facilita avanços e também possíveis vetos da Presidenta em regalias pro agronegócio. Pois no relatório do Aldo ele havia misturado tudo, de propósito, para impedir vetos da presidenta sobre temas do agronegócio separados.
3. O QUE FAZER AGORA?
A) Foi construído um COMITÊ NACIONAL EM DEFESA DAS FLORESTAS, que reúne mais de 200 entidades nacionais, bem amplo e representativo. A secretaria operativa funciona na CNBB. Que por si só, já é muito importante;
B) A proposta é repetir esses comitês em nível estadual. Esses comitês já estão organizados em São Paulo (capital) e Comitês Estudantis (interior), Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Distrito Federal, Curitiba, Fortaleza, Recife e Salvador (em anexo está a lista de contatos);
C) Realizar um Mutirão de coleta de assinaturas do ABAIXO ASSINADO EM DEFESA DAS FLORESTAS e contra as mudanças do relatório Aldo Rebelo. Esse abaixo assinado foi negociado palavra a palavra. Ficou bem genérico, mas amplia as forças;
D) O abaixo assinado seria a forma de dialogar com a sociedade, ter motivo de ir em sala de aula, igrejas, cultos, realizar reuniões e debates;
E) E depois entregaríamos o mesmo para os senadores, para a Presidência da Câmara e para a Presidenta Dilma;
F) Mas para que o abaixo-assinado seja eficaz temos que garantir mais de um milhão de assinaturas. E para garantir um milhão de assinaturas, teremos que nos organizar na forma de Mutirão, concentrando energias de todos os militantes num determinado período.
4. PROPOSTA DE ORGANIZAÇÃO DO MUTIRÃO DO ABAIXO ASSINADO:
a) Recomendamos que os movimentos sociais da VIA CAMPESINA Brasil, EM CADA ESTADO, convoquem urgentemente uma reunião na capital ou regiões, chamando todas as entidades que tiverem interesse a nível estadual (e se referenciando nas entidades nacionais, que já organizaram o abaixo assinado). Para que nessa reunião se possa organizar o mutirão de coleta de assinaturas, reuniões, atividades, etc. Nos estados onde já existem o Comitê Estadual é importante procurá-los, para somar forças;
b) Multiplicar o abaixo assinado e distribuir cotas por entidade e município;
c) Combinar para que na semana de 20 a 27 de novembro se concentre o Mutirão de coleta de assinaturas;
d) Achamos que como precisa tempo para escrever o nome, RG e assinar, é muito demorado e difícil fazer a campanha na rua. Por tanto, recomendamos que priorizem: cultos, missas, salas de aula de colégios, escolas, universidades. E locais que as pessoas tenham tempo para anotar;
e) Por exemplo se pode falar com professores e eles distribuírem em sala de aula. E também em repartições publicas;
f) Cada estado deve tirar cópias, do abaixo assinado. Ele tem uma apresentação que pode ser transformado num panfleto, para que quem assina, leva para casa;
g) Aproveitar todos os cursos que temos com militância para distribuir os abaixo assinados para que sejam levados em suas bases.
5. MATERIAIS E PUBLICAÇÕES:
Estamos fazendo um esforço a nível nacional para ver se conseguimos recursos para editar uma nova Cartilha que explique as perversidades das mudanças propostas pelo relatório Aldo. E também uma edição do Jornal Brasil de Fato Especial, que seria mais agitativo, para distribuir nas ruas.
Nos estados devemos nos articular com jornalistas e professores amigos dos movimentos para fazer uma ofensiva de noticias e matérias nos jornais locais, para que o tema volte à opinião publica.
6. VIGÍLIA NAS ASSEMBLEIAS LEGISLATIVAS:
Acordamos que em cada estado deveríamos organizar vigílias, passar uma noite debatendo, contra o atual Código, se articular com deputados estaduais amigos, e levar 200 militantes para a assembléia, e lá debater, ficar em vigília, realizar atividades. Durante a vigília, os deputados e as lideranças de movimento devem ligar para os três SENADORES do estado, pedindo que eles votem contra o relatório do Aldo e façam as mudanças que queremos. Agora a pressão tem que ser concentrada sobre apenas três senadores em cada estado. Cada estado deve decidir qual a melhor data para fazer essa vigília, durante a segunda quinzena de novembro.
7. PARA ONDE ENVIAR OS ABAIXO ASSINADOS?
Assim que a turma for coletando as assinaturas, devem ir enviando, o quanto antes para
Secretaria Nacional do COMITÊ BRASIL EM DEFESA DAS FLORESTAS
A/C COMISSÃO BRASILEIRA DE JUSTIÇA E PAZ/CNBB
Endereço: SE/SUL Quadra 801 - Conjunto B
CEP 70200-014- Brasília/DF
Se possível, junto com o abaixo assinado já escrevam quantas assinaturas conseguiram, para irmos contabilizando as assinaturas.
Companheiros e companheiras,
É muito importante que priorizemos nossas energias, e nesse período nos articulemos com demais movimentos da Via campesina e da cidade, e destaquemos alguns militantes para se empenharem apenas nesse mutirão de coleta de assinaturas.
Agora, estamos decidindo as leis que podem gerir as nossas vidas pela próximas décadas, que pode ser uma tragédia, ou uma proteção à natureza.
Por isso, é muito, muito importante, que vocês convoquem o quanto antes as reuniões locais, no estado, nas regiões e municípios, para organizar o Mutirão, a Vigília e os materiais.
Um forte abraço a tod@s! Bom encaminhamento e boa luta!
Pela Coordenação da Via Campesina Brasil,
Secretaria Operativa da Via Campesina Brasil
CID GOMES É VAIADO DURANTE EVENTO DO GOVERNO EM SOBRAL
As vaias marcaram toda a fala de Cid Gomes em Sobral
O governador Cid Gomes foi longamente vaiado em Sobral, município onde nasceu, durante a assinatura de uma ordem de serviço destinada às obras no centro histórico da cidade. O episódio aconteceu na noite do último domingo (23).
O evento que deveria ser apenas uma festa, com direito a show do cantor Zeca Baleiro, acabou se transformando num ato de protesto protagonizado por um professor que pediu respeito à educação. A categoria ficou mais de dois meses em greve.
Diante da insistência do público nas vaias que impediam o governador de falar, Cid convidou um jovem a subir no palco. O rapaz, que afirmou ser professor e filho de professora, cobrou a valorização da educação e pediu que o governador medisse as palavras na hora de falar com a categoria.
“Quero dizer ao jovem que durante esses quatros anos e 10 meses que sou governador do Estado, sempre procurei tratar com muito respeito os profissionais da educação. Não misture isso com política!”, rebateu o governador.
O público respondeu com mais vaias.
“Vocês me permitem falar um minuto?”, perguntou Cid Gomes para em seguida revelar que ficou sentido com a manifestação. “Eu sinceramente estou pessoalmente sentido, em encontrar na minha cidade, na cidade em que eu nasci, na cidade em que eu fui prefeito, na cidade em que eu sempre tive todo carinho, uma reação como essa”.
Trabalhar por amor
No final, Cid Gomes tentou explicar a polêmica que tomou conta das redes sociais, sobre uma suposta declaração de que os profissionais da educação deveriam trabalhar “por amor”. O governador disse que sua fala foi distorcida:
“Quem faz a opção por trabalhar no serviço público, quer seja vereador, prefeito, médico, professor, tem que ter amor à causa. E tem que ter mesmo! Porque se não tiver amor, não vai ser outra motivação, não vai ser dinheiro, não vai ser nenhuma outra coisa que vai fazer com que o prefeito, o vereador, o médico, o policial ou o professor, atendam com respeito, prezem, valorizem aquela responsabilidade que tem pela frente.”
“E aí as pessoas ficam distorcendo a minha expressão. Eu quero que me digam o que é que tem errado nisso! Onde é que está errado eu dizer que prefeito, vereador, médico e professor, tem que trabalhar por amor?”
Aplausos
A única vez que Cid Gomes foi aplaudido foi quando declarou que não seria mais candidato “porque a lei não permite”, referindo-se à reeleição ao governo do Estado.
“O jovem não precisa mais se preocupar, eu não sou mais candidato a nada. A lei nem me permite que eu seja candidato”, disse.
Fonte: Jangadeiro Online
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
GOVERNO PROVISÓRIO DA LÍBIA AFIRMA QUE KADAFI FOI MORTO EM ATAQUE
O GENOCIDA NÃO TERIA RESISTIDO AOS FERIMENTOS NA CABEÇA E PERNAS
O ex-ditador da Líbia Muammar Kadafi foi morto pelas forças do novo regime em um ataque contra o último bolsão de resistência em sua cidade natal, Sirte, informou o Conselho Nacional de Transição (CNT). "Nós anunciamos ao mundo que Kadafi foi morto pelas mãos da revolução", declarou o porta-voz do CNT, Abdel Hafez Ghoga. "É um momento histórico. É o fim da tirania e da ditadura. Kadafi encontrou seu destino", completou. O corpo do líder líbio deposto Muammar Kadafi está sendo levado para um lugar secreto por razões de segurança, disse Mohamed Abdel Kafi, membro do Conselho Nacional de Transição (CNT), o governo provisório líbio. Kadafi morreu de ferimentos sofridos na quinta-feira, quando as forças do CNT completaram a tomada de Sirte, sua cidade-natal, último bastião de apoio ao ex-líder líbio, disseram autoridades do governo provisório. A foto, divulgada com exclusividade pela AFP, mostra o momento da captura do vagabundo.
Fonte: Camocim Online
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Confrontos marcam terceiro dia de protestos no Chile
Os tumultos mais intensos ocorreram em frente à Universidade de Santiago, uma das maiores do país
Pelo segundo dia consecutivo, policiais e manifestantes se enfrentaram nas ruas de Santiago, no Chile. No confronto, parte dos manifestantes lutava encapuzada e ateava fogo em barricadas em algumas das principais avenidas da cidade. Este é o terceiro dia de paralisação nacional convocado pelos movimentos estudantis e sindicatos de trabalhadores.
Os tumultos mais intensos ocorreram em frente à Universidade de Santiago, uma das maiores do país. Segundo informações da Telesur, os policiais lançaram água e gases sobre os manifestantes para dispersar a marcha. O presidente da Federação de Estudantes da Universidade Católica do Chile (Feuc), Giorgio Jackson, condenou os atos de violência e disse que "ninguém pode aprovar a violência e tampouco a repressão da polícia, o que se tem que fazer é gerar igualdade de oportunidades".
Os protestos em várias cidades do Chile ocorrem há cerca de cinco meses, desde quando estudantes começaram a cobrar reformas na educação. Entretanto, os confrontos se intensificaram desde terça-feira (18), quando o ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter, declarou que a Lei de Segurança Nacional passaria a vigorar a partir desta quarta-feira (19) em todo o país. A lei pune quem cometer delitos contra instalações ou meios utilizados para a operação dos serviços públicos e também obriga os tribunais a aplicarem as sanções mais duras para as infrações. Neste caso, os eventuais responsáveis podem receber penas entre cinco e dez anos de prisão.
Esta será a primeira vez que o governo de Sebastián Piñera invoca tal legislação contra as manifestações estudantis. Em janeiro, porém, a norma foi utilizada contra manifestantes que protestavam contra o aumento no preço do gás natural. Eles bloquearam, por uma semana, estradas na região de Magalhães, na região antártica chilena.
Para o vice-ministro do Interior do Chile, Rodrigo Ubilla, esta etapa dos protestos significa um "novo ciclo de violência". "Há grupos que são extremamente coordenados e querem gerar uma imagem de violência e desordem pública", disse ele. "O governo condena tais ações e reitera que essas manifestações não contribuem para o diálogo".
A principal reivindicação dos manifestantes é para a gratuidade do ensino superior no país – atualmente as universidades chilenas são todas privadas.
Fonte: Brasil de Fato
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