Saudações Companheiros!
A luta deles é para segregar, a nossa luta é para unificar. Nossa luta não é a luta do contrapoder: é a luta do antipoder. John Holloway
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
URGENTE: Professores grevistas de fome são agredidos pela Tropa de Choque de forma COVARDE!
A tropa de choque da PM acaba de invadir a Assembléia Legislativa e espancou vários manifestantes, inclusive os professores que se encontram em greve de fome.
VERGONHA!
ESTADO? POLÍCIA? PRA QUEM PRECISA?
Polícia
Titãs
Dizem que ela existe
Prá ajudar!
Dizem que ela existe
Prá proteger!
Eu sei que ela pode
Te parar!
Eu sei que ela pode
Te prender!...
Polícia!
Para quem precisa
Polícia!
Para quem precisa
De polícia...(2x)
Dizem prá você
Obedecer!
Dizem prá você
Responder!
Dizem prá você
Cooperar!
Dizem prá você
Respeitar!...
Polícia!
Para quem precisa
Polícia!
Para quem precisa
De polícia...(2x)
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
GRANDE VITÓRIA!!!! Fim da contratação de Professores Colaboradores pela UVA
SINDIUVA
Seção Sindical do ANDES - Sindicato Nacional
Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual Vale do Acaraú – SS ANDES
Av. da Universidade, 850 - Campos da Betânia - CEP: 62040-370 - Sobral-CE
É com profunda satisfação política e acadêmica que anunciamos uma importantíssima vitória do movimento promovido pelo SINDIUVA e amplamente apoiado pelas entidades estudantis: a REVOGAÇÃO Oficial das Resoluções 001/2007-CEPE e 002/2010-CEPE que regulamentavam a contratação de Professores Colaboradores pela UVA.
Em Audiência realizada dia 22 deste (quinta-feira passada) às 14h, na Procuradoria do Trabalho, estavam presentes: a Procuradora Dra. Ana Valéria Targino de Vasconcelos; a Diretoria do SINDIUVA (e seu assessor jurídico Dr. Francisco Cláudio O. Silva Filho); a Diretoria do DCE (Estudantes José Hilco C. Santos e Manoel Henrique N. Fonseca) e; o Reitor da UVA, Prof. Antônio Colaço Martins (e assessor jurídico Dr. Emmanuel Pinto Carneiro), para tratar da Ilegalidade da Contratação de Docente sem Concurso Público (“Professor Colaborador”) pela UVA, denunciada pelo SINDIUVA.
Na referida audiência, o Reitor apresentou a Resolução Nº 034/2011 – CEPE, votada em 04 de agosto de 2011, que revoga as resoluções anteriores (001/2007-CEPE e 002/2010-CEPE) e entrará em vigor no dia 02 de janeiro de 2012.
A UVA a partir dessa data, não mais cometerá a ilegalidade e a má conduta de inserir em seu quadro de servidores, docentes temporários contratados sem concurso público, sem critérios democráticos, transparentes e isonômicos e totalmente precarizados em seus direitos trabalhistas.
É o fim de uma aberração, principalmente por se tratar de uma Instituição de Ensino, que deveria zelar pela legalidade, pelo profissional do magistério e pela qualidade do ensino. A aprovação de resoluções como as 001/2007 e 002/2010, a morosidade e a relutância em revogá-las, nos faz questionar:
Se as resoluções ilegais, acima citadas, foram aprovadas pelo CEPE, qual está sendo o verdadeiro papel desse conselho nas políticas estabelecidas pela UVA?
E ainda, como está ocorrendo o processo de escolha dos conselheiros que compõem o CEPE e o CONSUNI?
Esses conselheiros estão representado a quem? Estão levando as pautas encaminhadas nesses conselhos para serem discutidas em seus colegiados de curso e centro para, a partir daí, votarem referendando suas pressupostas bases acadêmicas? Estão representando a si mesmos ou a interesses de outrem (seja pelo voto ou pela omissão de suas funções) ou a vontade coletiva para o qual foi “eleito”?
O “eleito” entre aspas diz respeito ao processo de eleição dos conselheiros, basta vermos o recém-divulgado Edital 03/2011 do Centro de Ciências Humanas para as inscrições e eleição de seus representantes docentes junto ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão - CEPE e Conselho Universitário – CONSUNI: o edital foi divulgado dia 20 de setembro, determinando que as inscrições de candidatos se dariam nos dias 21 e 22 do mesmo e a eleição no dia 28! Ou seja, divulga-se o edital num dia, iniciam-se as inscrições imediatamente no dia seguinte, as quais se encerram no segundo dia e as eleições ocorrem seis dias após!
Aí está a resposta para os questionamentos dos itens 1, 2 e 3. A farsa do processo “democrático e representativo” de escolha, de eleição daqueles que compõem os conselhos que legalizam/aprovam as deliberações administrativas e políticas da reitoria e seu staff! Tudo aos moldes e em perfeita sintonia com os procedimentos de eleição para Reitor e Vice-Reitor e escolha Diretor e Vice-Diretor de Centro;
Processos relâmpagos, sem tempo para discussão, sem tempo para articulação de nomes por parte dos colegiados de curso, sem tempo para que o candidato exponha seus motivos e ideias de candidatura, sem tempo para um autêntico processo representativo, democrático e verdadeiramente legitimado pela base docente.
Foi dessa forma sub-reptícia que nossa universidade passou de “Instituição Pública de Direito Público” para “de Direito Privado”! Que “parcerias” com institutos são estabelecidas! Que a escolha de vice-reitor se dá independente da escolha de reitor! Que a Administração Superior ao invés de fortalecer a luta por concurso público para professor e pessoal técnico-administrativo, como estão fazendo os reitores da UECE e URCA, dá “um jeitinho e inventa” “categoria nova” de docente, terceiriza funcionários e explora a força de trabalho estudantil.
E para que a UVA não seja mais mentora e pioneira em aberrações/mazelas político-administrativas - que só prejudicam a sua consolidação acadêmica, impedem a efetivação de sua real função social, mancham sua história institucional e nos envergonham diante das demais IES - devemos lutar por revisão e mudanças radicais em seu estatuto/regimento, por eleições diretas e paritárias para reitor, vice-reitor, diretor de centro e coordenador de curso.
COMEMOREMOS, POIS VENCEMOS UMA IMPORTANTE BATALHA! MAS, A LUTA CONTINUA! TEMOS MUITO TRABALHO PELA FRENTE!
Diretoria do SINDIUVA
Nota do Governo do Ceará emitida aos professores
O Governo do Estado vem conclamar aqueles professores da Rede Estadual que ainda não retornaram às suas atividades a voltar ao trabalho, tendo em vista o prejuízo sofrido pelos alunos do grupo de escolas que ainda não normalizou suas atividades, mesmo diante da decisão da Justiça Estadual, que decretou a suspensão da greve e determinou a imediata volta ao trabalho. O Governo do Estado, que ainda na última quinta-feira (22), recebeu, pela sétima vez só neste semestre, uma comissão de representantes dos professores, com a presença do Presidente da Assembleia Legislativa e deputados de cinco diferentes partidos, aproveita esta oportunidade para esclarecer aos professores e à sociedade, que:
Nestas reuniões dos últimos meses, o Governo atendeu a diversas reivindicações da categoria, tais como: a) Progressão especial de carreira, referente a 2009 e 2010, o que significa aumento de até 10% no salário; b) Ampliação do Vale-Alimentação para quase 7 mil professores, que nunca tiveram esse benefício; c) Assegurou apoio financeiro para a aquisição de computadores pessoais para os professores; d) Elevação do salário dos professores temporários em 13%, entre outras conquistas.
A decretação da greve ocorreu, portanto, quando estas reivindicações já haviam sido atendidas e as negociações entre o Governo e os Professores em torno da revisão da carreira do Magistério continuavam em pleno andamento; A proposta que o Governo havia apresentado contemplava, entre outros aspectos, três pontos considerados fundamentais pelos professores: a) Aumento de 36,7% no vencimento-base inicial mínimo do Nível Superior, que passaria dos atuais R$ 1.328,65 para R$ 1.818,18, valorizando o professor que se encontra no início da carreira; b) Mudança na regra do sistema de promoção, que hoje impede 7.000 professores de conquistar avanços na carreira; c) Pagamento do Piso Nacional para os 114 professores da ativa, de um total de 14 mil, que ainda não recebiam essa remuneração.
Estas mudanças só não estão em vigor porque, a pedido dos representantes da categoria, o Governo do Estado suspendeu o envio da proposta à Assembleia Legislativa; O Governo do Estado considera a Educação uma prioridade e vem demonstrando isso na prática, com um investimento recorde de 29,5% do orçamento no setor, acima dos 25% previstos em Lei. E por isso, o Governo reitera a importância da regularização imediata das unidades escolares que ainda não retomaram as atividades .
Governo do Estado do Ceará
sábado, 24 de setembro de 2011
DISCUSSÃO: Os tão sonhados R.U´s da UVA
Sexta-feira (23/09) houve uma reunião entre o Diretório Central dos Estudantes (DCE) com o Reitor da Universidade para tratar do assunto
Mais uma vez a discussão sobre a construção dos tão sonhados e almejados restaurante e residência universitária foram pautas debatidas entre os membros do DCE com a reitoria da universidade. Dessa vez, o reitor que tardiamente nos atendeu, esteve na reunião más para escutar do que para explicar, sendo que sua presença nada mais é do que "ouvidoria do estado".
Terminando setembro e somente agora a reitoria nos atendeu, e mais uma vez impera a repetição da ladainha "histórica" sobre o projeto de construção de um restaurante que contemple também os estudantes da UFC e do IFCE em conjunto com os estudantes da UVA, a mesmice que não sai do papel. Desse projeto pretencioso da SECITECE todos nós já sabemos, porém a demora e burocracia é o que impera. Além disso surge a discussão: QUAL O PORQUE DE CONSTRUIR UM RESTAURANTE EM CONJUNTO PARA AS TRÊS INSTITUIÇÕES? SERÁ QUE OS ESTUDANTES DA UVA NÃO MERECEM O SEU PRÓPRIO RESTAURANTE? SERÁ QUE ESTE RESTAURANTE CONTEMPLARÁ (ATENDERÁ) A TODOS DAS TRÊS INSTITUIÇÕES?
Nem imagino como deve ser a fila para as refeições, nem mesmo do fluxo de pessoas, só entendo que dessa forma este restaurante ficará mais agitado que o mercado! Solicito ao leitor que reflita sobre essa deliberação, e que imagine como será e como atenderá este restaurante, sendo que um restaurante mau serve a uma instituição, imagine três! É preciso imaginar que nós merecemos respeito e consideração, assim como os estudantes da UFC e do IFCE, que também devem refletir sobre o mesmo. Merecemos qualidade e queremos bons serviços, será que nem para isso a UVA tem autonomia?
Referente á residência universitária o reitor coloca que é questão de orçamento e nos oferece esmolas com bolsas de estudos como o PBU, que não paga nem nossas xérox direito, e que além do mais não atende nem a 10% dos estudantes! Sabemos da "guerra" que existe dos alugueis de apartamentos em Sobral, a imensa especulação imobiliária e a resistência dos donos de aluguéis, más que cidade universitária é essa que os estudantes não tem nem R.U´s? Querem nos iludir com incentivos que na verdade é uma enganação!
É um desrespeito o que estão fazendo com a Universidade Estadual Vale do Acaraú, e o nosso magnífico reitor nada fala, nada faz, só escuta e balança a cabeça, verdadeiro "calango" do poder do estado. Porém, nós do DCE esperamos e solicitamos a opinião dos estudantes, dependendo da resposta iremos lutar pelo o que é nosso de direito. Solicite seu centro acadêmico (CA) e dê seu parecer.
Eduardo Marques
Diretório Central dos Estudantes DCE-UEVA
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Alunos da UVA protestam
Sobral. Os alunos da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) protestaram, ontem, contra a falta de restaurante universitário na instituição. Eles improvisaram um almoço na entrada do campus da Betânia, com direito a macarrão instantâneo, banana, suco, pão e raspa de coco. Comandados pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), os alunos cobraram da Reitoria a imediata construção do equipamento.
"A UVA já vai para mais de 40 anos de fundação e nunca teve um restaurante universitário", lamenta o diretor de Assuntos Estudantis do DCE, Manoel Henrique, estudante do curso de Ciências Contábeis. Com megafone na mão, ele conclamava os alunos a participar do protesto e convidava para a "inauguração" do RU improvisado.
Os estudantes denunciam que não têm aonde comer. "A Reitoria nos ofereceu um auxílio-alimentação. Não queremos esmola. Queremos um restaurante universitário para uma comunidade acadêmica de mais de nove mil alunos", salienta Manoel Henrique, que alega que a orientação da UVA é que os alunos se dirijam ao Restaurante Popular de Sobral. "Só que este restaurante é longe da UVA e é dirigido para os trabalhadores, e não para os estudantes", acrescenta.
O reitor da UVA, Antônio Colaço, diz que espera até o fim deste mês uma resposta da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Secitece) sobre a construção de um grande Restaurante Universitário para atender a UVA, o campus da Universidade Federal do Ceará (UFC) e o Instituto Federal de Educação (IFCE).
Outra alternativa é a construção de um RU próprio, mas que depende do orçamento. Colaço informa que a UVA distribui 200 bolsas para custear a alimentação e moradia de alunos carentes. "É uma ajuda de R$ 150,00 por três horas de trabalho e R$ 300,00 por seis horas".
Fonte: Diário do Nordeste
terça-feira, 20 de setembro de 2011
ANÁLISE: Para que são usadas as avaliações educacionais?
Muitos países construíram ou corrigiram seus sistemas educacionais com muito menos informações do que temos
O Brasil tem um sistema de avaliação da educação bastante detalhado. Há informações referentes ao desempenho dos estudantes dos ensinos fundamental e médio e de como variaram ao longo dos anos. Temos comparações do desempenho dos nossos estudantes com os de outros países. Há dados sobre as taxas de aprovação, reprovação e evasão e sobre as defasagens idade-série ao longo de todo o percurso escolar. Conhecemos o número de alunos em cada sala de aula, o número de professores (e onde eles estão) e como são as instalações disponíveis em cada canto do país. Sabemos o nível de formação e de remuneração dos professores bem como suas cargas horárias de trabalho.
Além dessas informações, há muitas outras, abrangendo os diferentes sistemas educacionais (privados, municipais, estaduais e federal) e as diferentes regiões do país. Há, ainda, informações complementares, fornecidas por vários organismos, o IBGE entre eles, tais como a escolaridade média da população, o número de analfabetos e como eles se distribuem pelo país e pelas diferentes faixas etárias, como renda e escolaridade se relacionam, o efeito da escolaridade da mãe na saúde e educação dos filhos etc. Sabemos como as condições socioeconômicas afetam a evolução escolar das crianças e jovens e quais os custos diretos e indiretos induzidos pela frequência à escola, permitindo-nos dimensionar a necessidade de instrumentos de gratuidade ativa que compensem esses custos quando eles não podem ser suportados pelas famílias ou pelos responsáveis. Conhecemos as carências de profissionais em cada região do país, seja nos serviços, na indústria ou na agropecuária. Sabemos como os investimentos educacionais afetam o desempenho dos estudantes e as condições de trabalho dos professores. Além disso, os resultados de todas essas avaliações e dados estatísticos são analisados detalhadamente por diversos especialistas.
Enfim, temos todas as informações necessárias para construir um sistema educacional adequado às demandas, às possibilidades e aos anseios da população e localizar e corrigir os problemas existentes. De fato, nem precisaríamos de todas aquelas informações para agir. Muitos países construíram ou corrigiram seus sistemas educacionais com muito menos informações do que temos.
Se os problemas educacionais que temos continuam existindo, não é porque não os conheçamos, ou não saibamos como corrigi-los ou porque faltem ao país os recursos financeiros, mas, sim, por uma decisão política. Raramente alguma ação ou proposta por parte dos governos, em todos os níveis e tanto nos âmbitos dos executivos como dos legislativos, é embasada nas informações e análises educacionais de que dispomos. E quando isso é feito, usam-se informações muito parciais e analisadas de forma incompleta ou mesmo errada, apenas para dar àquela ação uma aparência de seriedade. Outras vezes, as ações governamentais estão em completo desacordo com os fatos e análises disponíveis, sendo fundamentadas em mitos ou mentiras: a privatização do ensino superior, baseada na falsa incapacidade econômica do país e na maior eficiência do setor privado é um exemplo disso. Não raramente, ainda, justifica-se um novo processo de avaliação sem examinar e usar os resultados já existentes, criando a ilusão que é ela, a avaliação, que irá resolver o problema. Ora, é evidente que a avaliação por si só não resolve nenhum problema, assim como o termômetro, por melhor que seja, não cura doença alguma.
As avaliações têm sido usadas para culpar estudantes, professores, diretores ou pais e responsáveis, sem que os problemas apontados sejam enfrentados. Ou para punir professores cujos alunos não atingiram um determinado desempenho. Ou, ainda, para produzir ranqueamentos, informando os consumidores – já que a educação foi transformada em uma mercadoria, que cada um adquire na medida que seu poder de compra permite – quão boa ou ruim é a mercadoria que seu poder aquisitivo permitiu adquirir. Talvez falte apenas uma avaliação a ser feita: quão caro – social, cultural e economicamente – a população, especialmente sua parte menos favorecida, pagará no futuro pela má educação que o país está hoje oferecendo à enorme maioria de suas crianças e de seus jovens.
Otaviano Helene: Professor do Instituto de Física da USP, ex-presidente da Associação de Docentes da USP e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas. Mantém o blog http: blogolitica.blogspot.com/
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