Saudações Companheiros!

A luta deles é para segregar, a nossa luta é para unificar. Nossa luta não é a luta do contrapoder: é a luta do antipoder. John Holloway

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Confrontos marcam terceiro dia de protestos no Chile



Os tumultos mais intensos ocorreram em frente à Universidade de Santiago, uma das maiores do país

Pelo segundo dia consecutivo, policiais e manifestantes se enfrentaram nas ruas de Santiago, no Chile. No confronto, parte dos manifestantes lutava encapuzada e ateava fogo em barricadas em algumas das principais avenidas da cidade. Este é o terceiro dia de paralisação nacional convocado pelos movimentos estudantis e sindicatos de trabalhadores. 

Os tumultos mais intensos ocorreram em frente à Universidade de Santiago, uma das maiores do país. Segundo informações da Telesur, os policiais lançaram água e gases sobre os manifestantes para dispersar a marcha. O presidente da Federação de Estudantes da Universidade Católica do Chile (Feuc), Giorgio Jackson, condenou os atos de violência e disse que "ninguém pode aprovar a violência e tampouco a repressão da polícia, o que se tem que fazer é gerar igualdade de oportunidades".

Os protestos em várias cidades do Chile ocorrem há cerca de cinco meses, desde quando estudantes começaram a cobrar reformas na educação. Entretanto, os confrontos se intensificaram desde terça-feira (18), quando o ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter, declarou que a Lei de Segurança Nacional passaria a vigorar a partir desta quarta-feira (19) em todo o país. A lei pune quem cometer delitos contra instalações ou meios utilizados para a operação dos serviços públicos e também obriga os tribunais a aplicarem as sanções mais duras para as infrações. Neste caso, os eventuais responsáveis podem receber penas entre cinco e dez anos de prisão. 

Esta será a primeira vez que o governo de Sebastián Piñera invoca tal legislação contra as manifestações estudantis. Em janeiro, porém, a norma foi utilizada contra manifestantes que protestavam contra o aumento no preço do gás natural. Eles bloquearam, por uma semana, estradas na região de Magalhães, na região antártica chilena.

Para o vice-ministro do Interior do Chile, Rodrigo Ubilla, esta etapa dos protestos significa um "novo ciclo de violência". "Há grupos que são extremamente coordenados e querem gerar uma imagem de violência e desordem pública", disse ele. "O governo condena tais ações e reitera que essas manifestações não contribuem para o diálogo". 

A principal reivindicação dos manifestantes é para a gratuidade do ensino superior no país – atualmente as universidades chilenas são todas privadas. 

Fonte: Brasil de Fato

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

INGOVERNÁVEIS



Subir a passagem é roubar o fortalezense!

Após as festividades de fim de ano, com a qual a prefeitura de Fortaleza desembolsou um milhão, trezentos e vinte e oito mil reais só para os cachês das atrações no Revellion de 2010 (O POVO 05.01.2011), e após gastar mundos e fundos nos editais de Pré-Carnavais Oficiais, dando continuidade a política do Pão e Circo, o Secretário da SEINF tem a cara de pau de afirmar que a prefeitura de Fortaleza não tem recursos para tapar os buracos das cidades (OPOVO 11.02.2011).

Enquanto isso, a prefeitura de Fortaleza e os empresários do Sindiônibus (Sindicato dos Empresários) querem, juntos, elevar o preço da passagem de ônibus de Fortaleza de R$1,80 para R$2,20. Um aumento de 22%, maior aumento de passagem do Brasil, que tentam justiticar por conta do aumento salarial de 7% dos trabalhadores rodoviários, algo arrancado com muita dificuldade após as greves heróicas do ano de 2010.

A Prefeitura diz que a intenção é manter a qualidade do serviço prestado... mas nos questionamos: que serviço prestado é esse? Enfrentamos ônibus lotados todos os dias e em praticamente todos os horários, engarrafamentos constantes e que só pioram, além da buraqueira nos asfaltos que ocasionam tantos acidentes e até mortes. Onde está a boa qualidade no serviço?

Organização Resistencia Libertária- ORL

Marcha Contra a Corrupção reúne 7.000 pessoas em Brasília, diz polícia.



Manifestantes defendem o fim do voto secreto e a aplicação da Lei da Ficha Limpa

Mariana Londres, do R7, em Brasilia


A Marcha contra a Corrupção, movimento apartidário que começou nas redes sociais, reúne nesta quarta-feira (12) 7.000 pessoas em Brasília. O balanço, ainda preliminar, é da Policia Militar do Distrito Federal.
Com roupas pretas, caras pintadas, máscaras, faixas e cartazes, os manifestantes seguem pela Esplanada dos Ministérios até a Praça dos Três Poderes. Na Praça, os manifestantes pretendem cantar o Hino Nacional.

O Movimento Contra a Corrupção começou com uma marcha em várias cidades brasileiras no feriado de 7 de setembro.

Para esta marcha, o movimento defende o fim do voto secreto dos parlamentares, a constitucionalidade e, portanto, aplicação da Lei da Ficha Limpa e apoio aos poderes de fiscalização da corregedoria do CNJ ( Conselho Nacional de Justiça).

De acordo com Lucianna Kalil, uma das fundadoras da marcha, o movimento tem hoje no Distrito Federal 50 pessoas trabalhando de forma voluntária na organização.

- Não há nenhum tipo de patrocínio. Arrecadamos recursos com a venda de camisetas a R$ 25 e isso arcou os custos com panfletagem. Já o carro de som é emprestado.

Fonte: R7


terça-feira, 11 de outubro de 2011

CRESCE O NÚMERO DE POLÍTICOS! CEARÁ TERÁ 329 VEREADORES A MAIS EM 2013


As câmaras municipais cearenses terão pelo menos 329 parlamentares a mais a partir de 2013. Isso porque 96 cidades do Estado já aprovaram as emendas à Lei Orgânica do Município (LOM) que ampliam o número de vereadores. O aumento aprovado nas Casas Legislativas do Ceará não atingiu o teto estabelecido por lei, uma vez que poderiam ter sido criadas 441 novas vagas no Estado.
Conforme havia adiantado o Diário do Nordeste, há meses os presidentes das Câmaras Municipais cearenses vinham articulando o aumento do número de edis, sob a justificativa de que a representação atual estaria aquém da necessária para suprir os anseios da população.
Gastos
Os gastos com as despesas do Legislativo, incluindo os subsídios dos vereadores, são definidos pela Constituição Federal. Por isso é que, apesar do aumento das vagas parlamentares, o valor do duodécimo não sofrerá aumento. O recurso que as câmaras municipais dispõem para manter seu funcionamento segue a Emenda Constitucional 58, que determina o percentual da arrecadação municipal a ser repassado ao Legislativo, de acordo com o número de habitantes da cidade.

Fonte: Sobral de Prima

domingo, 9 de outubro de 2011

Manifestantes fazem ato na USP contra a ditadura



O protesto surgiu depois que uma placa foi instalada na Praça do Relógio, associando a tomada de poder dos militares em 1964 a uma Revolução

Aline Scarso,
da Redação

Funcionários, professores e estudantes da USP (Universidade de São Paulo) realizam um ato nesta quinta-feira (06) na Praça do Relógio, no campus Butantã, em São Paulo, a partir das 17h. A manifestação chamada pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) será um espaço de discussão e reflexão sobre a ditadura.

O protesto surgiu depois que uma placa foi instalada na Praça do Relógio, onde será construído um monumento para lembrar o período em que o Brasil esteve sob o regime militar (1964-1985). Com os dizeres “Monumento em homenagem aos mortos e cassados pela Revolução de 1964”, a placa causou indignação em parte da comunidade acadêmica. A palavra Revolução foi riscada e substituída pelo termo Golpe. Diante das manifestações, na terça-feira (04) a Scopus Construtora, responsável pela obra, retirou a instalação.

“Uma discussão desse porte em uma universidade como a USP, que proporcionalmente é o local onde mais houve mortes na ditadura entre as instituições de ensino, não causa pouco impacto. Para uma universidade e um país que sofreu tanto com a ditadura, não dá pra ter um nível de desleixo desses, com a repercussão que tem a USP”, argumenta André Bof, militante da Ler-qi e integrante do movimento Juventude às Ruas.

Para ele, a placa é “quase uma exaltação ao que foi o processo do golpe” levado a cabo por civis e militares de direita. Ele chama a atenção que a decisão da construção do monumento, que simbolicamente interessa a toda a Universidade, não foi discutida nem mesmo nos fóruns burocráticos já consolidados.

“Foi uma decisão unilateral e política para implantar um monumento que fizesse referência à ditadura, mas sem o cuidado de entender com quem se dialoga. Uma ação imposta completamente de cima para baixo e, inclusive, por fora das instâncias de poder que já são anti-democráticas”, pontua.

O monumento irá custar R$ 89 mil e será financiado pela Petrobras. A obra é uma iniciativa da Reitoria e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e faz parte do projeto “Direito à Memória e à Verdade”.

Os trabalhadores da USP participam do Comitê pela Abertura dos Arquivos e Punição dos Torturadores, que tem lutado pela abertura dos arquivos da ditadura civil-militar e pela punição dos torturadores.


Palavra "Revolução" foi posteriormente trocada por manifestantes pela palavra Golpe - Foto: DCE Livre da USP

Fonte: Brasil de Fato

INFORMATIVO!

Alckmin ameaça patrimônio público e deseja legalizar grilagem



Por Vanessa Ramos,
Da Página do MST

Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), no início desse mês, oficializou o desejo de vender terras, reivindicadas pelo próprio Estado como sua, para fazendeiros. Para iniciar a privatização das terras, ele pediu que os deputados se esforçassem para aprovar dois projetos de leis (PLs) que viabilizem a sua intenção.

Um deles é o Projeto de Lei 578, proposto pelo ex-governador José Serra, em 2007, que prevê regularização de propriedades acima de 500 hectares. O outro projeto foi aprovado em 2003, Lei Estadual 11.600, mas sofre alterações no momento. Esta lei torna legal a posse de terras devolutas até 500 hectares na região.

A iniciativa do Alckmin parece uma pequena mostra do projeto de privatização de terras do PSDB, iniciado em 1995 com o Plano de Ação para o Pontal do Paranapanema, que se perpetua até hoje, segundo informações de Carlos Alberto Feliciano, professor de geografia da Unesp.

Na época da elaboração do Plano de Ação para o Pontal, a equipe do então governador Mário Covas criou um projeto que previa ação estatal em três momentos distintos: a primeira fase tratava da arrecadação de áreas devolutas e de assentamento; a segunda, estabelecia acordos nas áreas ainda não discriminadas; e a terceira fase, criava a edição de uma Lei de Terras, informou Feliciano. No entanto, o projeto não vingou.

Portanto, Feliciano acredita que esse projeto já estava pensado naquela época, mas, não ganhou força em função do fortalecimento do movimento camponês na região. “Nesse momento atual, o que era para ser uma discussão e atualização de uma proposta de Lei de Terras estadual, metamorfoseou-se em um projeto de regularizar todas as áreas do Pontal do Paranapanema”, disse.

Para o deputado estadual Simão Pedro (PT), Alckmin insiste em aprovar um novo projeto porque a Lei 11600/03 perdeu o seu objetivo original, depois que ele e o então deputado Renato Simões criaram uma emenda que autorizava regularização de posse apenas das áreas não aproveitáveis para a criação de assentamentos no Pontal. Por isso, “Alckmin quer aprovar um projeto retirando o item que nós tínhamos conseguido aprovar”, contou Simão.

“Ao invés de jogar peso com a estrutura do estado para acelerar os processos de arrecadação das terras  públicas griladas (80% das terras do Pontal do Paranapanema são consideradas devolutas), o governador faz o jogo dos grileiros e busca, de todas as formas, legalizar a grilagem”, falou Simão Pedro.

As medidas que Alckmin almeja aprovar não são apenas uma questão de venda de terras públicas. Vão muito além disso. Trata-se de violar patrimônios pertencentes ao Estado, sobretudo, à população, informou Sônia Moraes, vice-presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária (Abra). “É um desrespeito ao Estatuto da Terra, que determina que as terras públicas sejam destinadas à Reforma Agrária. Inclusive, essa determinação também está na Constituição Nacional”, declarou.

A vice-presidente da Abra também teme que o governador privatize os assentamentos. Segundo ela, “junto a tudo isso se vê a intenção do governo em privatizar os próprios assentamentos, contrariando frontalmente a legislação agrária brasileira”. Isso pode acontecer, explicou Sônia, se o governo permitir o arrendamento de áreas de assentamentos para a produção de cana-de-açúcar.

Para Simão Pedro, esses projetos impedem a continuidade da Reforma Agrária na região do Pontal do Paranapanema. “As terras do Pontal, como são públicas, tem que ser destinadas à implantação de novos assentamentos, atendendo a uma demanda grande de Sem Terras ainda existentes na região e desenvolvendo a verdadeira vocação do Pontal que é se constituir numa região reformada e produtora de alimentos”.

Ainda na opinião do deputado, o desenvolvimento do Pontal não é a monocultura da cana-de-açúcar, porém, “a verdadeira intenção do projeto do Alckmin é criar as condições para isso”, concluiu.

Perigo

Segundo Carlos Feliciano, se o PL nº 578 for aprovado, o estado, governado pelo PSDB desde 1995, efetiva as três fases de seu plano de ação, regularizando inúmeras práticas ilegais de grilagem de terras. Consequentemente, “a retomada de terras públicas, que já foram reconhecidas como tal, em grande parte pelo poder judiciário nas ações discriminatórias, desde a década de 1950, vão se tornar, com essa aprovação, em propriedade privadas”, alertou.

Em outras palavras, o Poder Executivo paulista adere um posicionamento político de reconhecer o processo histórico de grilagem no Pontal do Paranapanema, e pior, “tornando-o legítimo”, conforme disse o professor da Unesp.

Carlos Feliciano acha que na década de 90, com a ação dos movimentos sociais, jamais essa proposta seria apresentada, pois a força dos camponeses impediria. Apesar disso, hoje, a correlação de força com a entrada do capital, travestido de agronegócio, é outra. “Para o capital torna-se importante a regularização, por isso o discurso do desenvolvimento (empresas) versus atraso (conflitos, assentamentos) é forte no argumento apresentado pelo governo Alckmin”, expressou Feliciano.

De acordo com o deputado Simão Pedro (PT), se os projetos forem aprovados nos moldes que o governo pretende, os movimentos e a sociedade civil poderão recorrer à justiça e buscar instrumentos jurídicos para impedir a sua aplicação. “O ideal é, desde já, iniciar as denúncias e protestos em relação a essa intenção do governo”, afirmou.

Os latifundiários

Apesar das medidas serem favoráveis à legalização da grilagem, o professor Carlos Feliciano acredita que dificilmente os latifundiários/grileiros irão aderir massivamente a esse projeto de lei caso venha ser aprovado.

Ele contou que o estado, historicamente, já tentou emplacar a medida e os fazendeiros nunca aderiram. Isso tem uma explicação. Primeiro, contou Feliciano, eles não se entendem como ocupantes irregulares, pois advogam e são bem orientados para isso, em dizer que a ocupação não foi de má fé. Segundo, ao aderir a esse acordo, eles publicamente assumem que as terras são do Estado, ou seja, eles mesmos reconhecem que foram frutos da grilagem.

“Fazendeiro algum dessa região admitiria isso, pois na concepção deles, essa grilagem não tem sentido com sua ocupação atual”, disse Carlos Feliciano. Além disso, “caso estejam propostos a aceitar esse acordo, somente o fariam se não fosse oneroso para seu bolso”, completou.

Mas, segundo Feliciano, o projeto de lei viabiliza que o Estado regularize (compre) as terras de acordo com seu tamanho e destine o recurso para um Fundo de Desenvolvimento para o Pontal. “Na lógica dos fazendeiros/grileiros não há sentido essa proposta, pois eles ou seus familiares antecessores, em algum momento, compraram de boa fé essas terras, então, eles novamente comprariam o que já são deles”, explicou.

Processo histórico

O Pontal do Paranapanema é, historicamente, uma área de disputa desde sua ocupação, baseada, segundo informações divulgadas na tese de doutorado do professor Carlos Feliciano, na expropriação indígena, na grilagem de terras e no desmatamento.

Hoje, a disputa é travada pelas classes sociais existentes na região. Ou seja, de um lado, os fazendeiros. Do outro, os camponeses. Segundo Valmir Rodrigues Chávez, mais conhecido como Bil, Dirigente Estadual do MST, as usinas de açúcar se organizaram com o agronegócio para arrendar terras que deveriam ser destinadas à Reforma Agrária.

“Alckmin está tentando tirar algumas cláusulas do projeto [Lei 11600/03] para atender, exclusivamente, aos usineiros e grileiros”, afirmou Bil.

Além disso, de acordo com Bil, quem gera emprego na região são os assentamentos. “As empresas chegaram gerando empregos de fachada. Trouxeram as tecnologias ligadas ao plantio e ao corte de cana, que, consequentemente, gerou crises agudas na região”, informou. Ele também lembrou que, antigamente, saiam da região 23 ônibus com bóias-frias em direção às usinas. Hoje, saem apenas três ônibus. “Então, é mentira que as empresas trouxeram emprego para a região”, disse indignado.

“Eu estou na região desde 1983. Acompanho todo o processo de disputa por terras na região bem de perto e os grileiros, hoje, têm Geraldo Alckmin como aliado”, desabafou Bil.

Atualmente, mais de 2 mil pessoas estão acampadas na região, aguardando terras destinadas à Reforma Agrária.

Fonte: Site MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)